quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

La lune d'octobre


Ethan est descendu du train. Il a regardé la ville. Il a respiré la ville. Il a touché la ville. Il l'a baisée, il l'a sentie, il a aimé Paris. Dans ces rues, il a passé des jours, des soirs, des nuits et des difficultés. Etahn est allé aux café "L'étranger", une place douillet. Dans le café, il a regardé la nostalgie et la surprise: les mêmes chaises basses, les mêmes photos fanées, les mêmes bouteilles vides utilisées pour la décoration... 

Cependant, on a eu, lecteur, un regarde different de tous les yeux jamais vus (dans le café). Elle s'appellait Julie et elle était française. Julie avait des cheveux bruns sur les épaules et elle était tentatrice. Julie portait une chemise boutonnée jusqu'au haut du cou, un foulard que semblait prometteur. Sur son poignet, un petit tatouage avec le phrase "Je pense donc Je suis"; Ethan a demandé discretement si Julie aimait René Descartes. Julie a répondu qu’elle aimait la phrase, et non l’auteur. Julie a dit qui si “n’aimer pas” signifie simplement être indifférent, sans l’amour ou l’haine, donc, oui, mais si “n’aimer pas” signifie detéster, donc, non. Ethan a eté surpris par une réponse très complexe à une question qui exige une réponse simple, “oui” ou “non” par example. 

Ethan a demandé un café. Julie lui a servi. Ethan a dit que son français n’est pas parfait, mais Il aimes les rues de Paris. Julie lui a dit qu’elle aimait lês poissons.Ethan était d’accord. Ethan a déclaré qui l'océan était sa passion. Julie lui a dit qu’elle préfére la stabilité d'un aquarium.

Les deux personnages ont compri, à ce point du cette histôire, qui avaient une connexion attractive et irréparable entre les passions et les problèmes de leurs vies. Julie était quelqu'un qui avait besoin d'un monde derrière un bureau: solide, où elle voit tout, où elle attend les demande et où elle rêve les rêves et las realités.Ethan jamais a habite pas au même place. Sa vie etait un éternel aller pasque il ne sais pas “séjourner”. Ethan savait qu’il voyageait parce qu’il n’a eu pas une destination. Julie tenaitl’eaux, lês poissons et lês rêves. Ethan jamais les possédé.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A árdua disparidade de ser escritor em um domingo à tarde
Saber o sol a brilhar fora das quatro paredes
Das janelas fechadas
Da fachada de ser feliz

A dura dicotomia de ser escritor em uma noite fria
E saber o vento a cortar a pele fora dos casacos abotoados
E ver os botões de flores fluorescentes caírem desabrochados
Rolarem pelo chão cinza

A fácil monotonia entediante de se escrever em um livro
Velho
Esquecido na estante

Esperar
Pra ter algo
Que deva ser escrito
E saber que as histórias
São ficções
E por isso a realidade não é romance

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O que é a invasão
senão a vasão dos sentimentos
senão a visão dos detalhes
a inversão dos arrependimentos
e o sedimento dos retalhos

atolados em tua carne
prendidos em tua boca
alojados no teu cerne
presos sob tua força

e eu sei que hei de contar-te
as novidades do mundo das artes
as raridades do mundos dos mortos
e tudo que ainda posso
hei de fazer
hei de poder
hei de amar lutar morrer

porque sou
um ser
porque sou
eu
porque sou
e sei o porquê

Meu Manual de Boas Maneiras

As regras prescritas neste modesto e moderno Manual de Boas Maneiras não devem ser seguidas; a menos que você seja uma pessoa com um mínimo de subversão intelectual e criatividade, além de ser cheia de malícias até mesmo nas conversas com a avó. O leitor desse manual deve estar atento para pequenas variações dos contextos nos quais podem ocorrer essas interações aqui pensadas. Lembro também que, por ser um público muito restrito - e sua restrição é intelectual, isto é, extrema -, não há necessidade de detalhamento das regras e de seus usos; isso só entediar-nos-ia.

Regra número um: jamais diga que "não precisava" quando ganhar um presente. Se não precisava, o presente foi desnecessário, e isso é uma falta de educação enorme. Diga: nossa, adorei, ia combinar com tal outra coisa.

Regra número dois: jamais use clichês como dar presentes nas datas certas, lembrar do aniversário ou do aniversário de namoro, casamento, primeira trepada na área de serviço, essas coisas básicas... Dê presentes fora de época.

Regra número três: sob hipótese alguma, veja bem, sob hipótese alguma deixe uma pessoa bonita em segundo lugar. Além dos benefícios primeiros, que são óbvios, a companhia de pessoas bonitas trará um conjunto da obra mais interessante. É uma regra de etiqueta. Como esperar, por exemplo, que uma pessoa que ande com funkeiros seja inteligente? Ninguém espera isso.

Regra número quatro: use uma cantada ambígua. A expressão corporal acompanhada de uma boa frase é muito melhor do que uma cantada explícita. O bom na sedução não é o resultado, é o processo. Se você discordar, deve ser uma pessoa vulgar, e não uma pessoa libertina.

Regra número quatro: aprenda a diferença entre libertinagem e vulgaridade. Libertinagem significa mais do que "dar pra qualquer um[(ns)(a)(s)] "ou "comer qualquer um[(ns)(a)(as)]".Há necessidade de sofisticação, elegância e estética na libertinagem. E lembre-se de que a subversão só pode ser feita com pessoas não-subversivas; do contrário, não se subverteria ninguém.

Regra número cinco: respeite o limite tácito das relações. É uma boa estratégia; e é uma tática quase óbvia. Não force uma situação nem desestimule uma situação já criada. Enfim, entre no espírito. É a melhor forma de não ser inoportuno.

Regra número seis: saiba provocar a pessoa certa na hora certa. Isto vale para tudo. Para fazer sexo, fofoca ou até mesmo um barraco.

Regra número sete: explore o que foi pouco explorado - ou, quem sabe, ainda inexplorado. Nada mais sedutor do que uma pessoa que desbrave novos caminhos, em vez de trilhar os já percorridos.

Regra número sete: tenha um bom visual. Ninguém gosta de gente feia.

Regra número oito: seja diplomático e aristocrático ao mesmo tempo, isto é, estabeleça boas relações e seja simpático, mas mostre que você é superior em relação aos outros. Ou você domina, ou você é ...

Regra número nove: a fartura é boa, mas depois de uma vasta mesa, precisamos mesmo é de uma boa cama e uma dieta mais leve. Isto não diz respeito à digestão de alimentos.

Regra última: jamais dê certezas. Os indícios são melhores: instigam a imaginação e não comprometem ninguém.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

por vezes as veredas são verdades.
mesmo que vedadas ou veladas,
porque são vorazes
e velozes;

são vestígios de vestes, de vestidos
tecidos em veludo.
são vertigens
viagens
vôos;

voz presa que clama pelo grito;
voz tensa que grita ao infinito;
o ver e o verificar submissos à vingança
à ganância de vingar!

E o vermelho-sangue derrama-se feito vinho tinto
a fugir pela garrafa partida em muitas partes;

Vermelho-morte
Vermute morno
Vontade pela metade
e a vontade cheia
de desejos fugazes,
je t'a dit
il a être seulement une fête
un nuit

je m'a dit
j'ai cru
mais je n'ai vu pas

je suis la
e je regarde tes yeux
e je sais qui
c'est tout qui je peux regarder
Eu te falei dos meus sonhos
eu te contei a minha história
eu não escondi
o que havia para esconder
nem o que havia para mentir
eu não menti


e você só lembra da minha camiseta
porque nela leu je pense donc je suis